Infraestrutura
Um site tem de ficar alojado algures, alguém tem de lhe mexer quando a organização muda, e o correio tem de sair do domínio e chegar ao destino. Esta página explica como essa parte se decide.
A infraestrutura decide quem mexe no site daqui a dois anos, a quem se liga quando alguma coisa pára e que tipo de conteúdo a organização consegue publicar sozinha. Costuma ser tratada no fim, por uma questão de arrumação.
A resposta muda com a organização. Há cenários diferentes, com responsabilidades diferentes, e a escolha faz-se no briefing, com as opções em cima da mesa e as consequências de cada uma explicadas em português.
01 · Alojamento
Onde o site fica alojado
Dois cenários no fim do projecto. Em ambos, durante o desenvolvimento o site já está algures.
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Durante
Alojamento provisório
Na fase de planeamento, desenvolvimento e testes, o site fica alojado em servidor Cloudkeep, com um endereço provisório. Vê o trabalho a avançar, testa em qualquer ecrã e aprova antes de alguma coisa ser pública.
O domínio da organização e o site que estiver no ar não são tocados até à decisão final.
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Entrega
Transferência para o alojamento do cliente
Terminado o projecto, o site é entregue pronto a instalar no alojamento que o cliente preferir, seja um que já tenha contratado ou um novo.
A escolha do fornecedor, a aquisição e a gestão do processo de transferência ficam por conta do cliente. Escolher o fornecedor é escolher também quem atende quando alguma coisa pára: a partir da entrega, o suporte técnico do servidor é dele.
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Chave na mão
Alojamento incluído e instalado
Além do desenvolvimento e da entrega do projecto, inclui o alojamento em servidor nacional, em regime partilhado com gestão por cPanel.
O site é instalado, configurado e optimizado no servidor. Fica completamente funcional, no domínio do cliente, e a administração é entregue ao cliente. A partir daí, as questões técnicas do servidor passam a ser tratadas pela equipa técnica do alojamento.
02 · Correio
E-mail no domínio
A criação de contas de correio no domínio da organização e a configuração da entrega vêem-se caso a caso, porque dependem de onde está hoje o correio e de quem o gere.
Quando entram, entram os três registos que fazem a mensagem chegar: SPF, DKIM e DMARC. Dizem aos outros servidores quem pode enviar correio em nome do domínio, assinam cada mensagem enviada e definem o que fazer com o que não bate certo. Sem eles, o correio de uma organização pequena vai parar ao spam com uma facilidade que costuma apanhar toda a gente de surpresa, sobretudo quando é enviado a partir do site, como um formulário ou uma newsletter.
03 · Autonomia
Quem publica depois
A pergunta que mais vezes fica por fazer no início e mais vezes incomoda no fim.
- Montra digital. Um projecto de site pode ser essencialmente estático, e não é defeito nenhum: o cliente fica com um site pleno dos conteúdos que disponibilizou, uma montra digital, o portefólio da empresa ou do profissional. Não há base de dados exposta nem extensões para actualizar todos os meses, e o site continua rápido daqui a três anos. A entrega inclui toda a estrutura, a interface e o conteúdo fornecido pelo cliente. Actualizações e adições de conteúdo fazem-se a pedido, ou ficam cobertas por um contrato de manutenção e gestão de conteúdos.
- Backoffice para conteúdos. Quando a organização precisa de publicar sem depender de terceiros, notícias ou uma agenda de eventos, o site leva um backoffice para isso e mais nada. É o caso do site da Junta de Freguesia de Carnide: as notícias e a agenda são geridas em ferramentas próprias, auto-alojadas, e o resto do site continua estático e leve.
- Backoffice completo. Para quem precisa de mexer em tudo, páginas novas, secções ou produtos, o WordPress dá esse controlo e cresce com a organização. É o caso da Shameless House e do GEC, ambos no portfólio. Traz mais autonomia e traz também mais manutenção: actualizações, cópias de segurança e atenção à segurança passam a fazer parte da vida do site.
Esta decisão toma-se com o cliente, com aconselhamento técnico, depois de perceber quem vai mexer no site todos os dias.
04 · Consultoria
Para além do site
Rede, cópias de segurança e serviços internos. Caso a caso, e só quando faz sentido.
Há organizações em que o site é a parte simples. O resto, a rede, as cópias de segurança, a forma como os ficheiros circulam de posto para posto, foi crescendo sem plano nenhum. Caso a caso, o trabalho pode incluir um serviço de consultoria à infraestrutura operacional do cliente: olhar para o que existe, perceber os processos de trabalho colaborativo e recomendar o que falta.
Muitas vezes a recomendação passa por um servidor de ficheiros na própria organização, ou por serviços auto-alojados, instalados em casa em vez de alugados por subscrição. Os serviços descritos aqui em baixo estão instalados e em uso diário em duas organizações, uma autarquia local e uma cooperativa. A base é a mesma nos dois casos, um servidor próprio com virtualização e cada serviço no seu lugar.
- NAS e servidor de ficheiros
- Servidor de ficheiros da própria organização, partilhado na rede local. Cópias de segurança automáticas dos postos de trabalho, pastas com permissões por pessoa e uma cópia dos dados que não depende da ligação à Internet para ser lida.
- Immich
- Arquivo de fotografia e vídeo, com aplicação de telemóvel e organização por data, pessoa e local. Numa das instalações guarda a biblioteca multimédia da instituição: mais de vinte anos de fotografia e vídeo que estavam espalhados por discos e pastas soltas.
- Paperless
- Arquivo documental, em produção nas duas organizações. O papel entra pelo digitalizador e sai indexado, com o texto reconhecido e pesquisável. Encontrar um ofício de 2019 passa a demorar segundos.
- Nextcloud e OnlyOffice
- Ficheiros partilhados e documentos editados a várias mãos, no navegador, sem sair do servidor da organização. É a alternativa auto-alojada às suites de escritório na nuvem, e está a funcionar nas duas instalações.
- Bitwarden
- Cofre de palavras-passe da equipa. Cada pessoa tem o seu, o que é partilhado é partilhado com controlo, e acaba a folha de cálculo com as credenciais todas.
- Pi-hole
- Filtro de DNS para a rede inteira. Bloqueia publicidade e rastreadores antes de chegarem aos postos de trabalho, sem ser preciso instalar nada em cada computador.
Instalados, estes serviços não têm de ficar cada um no seu canto. Podem viver todos no mesmo sítio, num painel próprio ou numa intranet feita para a organização, com um endereço só para quem lá trabalha. É o que está feito na Intranet da Junta de Freguesia de Carnide, que tem página neste portfólio.
A infraestrutura escolhe-se no princípio, com quem vai viver com ela.
Ver os sete projectos